Entre gestão e ética

Sun Tzu avisou em A Arte da Guerra que "se as ordens não são claras e o exército está disperso, a culpa é do general". Nós já conversamos aqui sobre a mediocridade de fazer somente o necessário. Mas, e se o general nunca antes esteve em uma batalha? E se ele fosse um tenente irreflexivo sem preparo e espirito de liderança?
E se esse general chegou a sua posição apenas por servir há muito tempo de forma minimamente comprometida, cumprindo com suas obrigações de forma automática e robotizada, apresentando resultados a partir de procedimentos por vezes duvidosos ou retrógrados, alheio a qualquer qualidade que o diferencie?
E quando o general é apenas empurrado pela maré, se agarrando firmemente ao único fio de corda que sobra quando se está rodeado de pessoas menos persistentes ou cegas à oportunidade, sempre manipulando as velas quando lhe convém, enchendo-se cada vez mais de uma arrogância superior?
De que maneira um subordinado poderia confiar sua vida e resguardar sua dignidade quando está a mercê da moral corrompida e da ineficiência ética de um general impróprio?
No final, quem deve ser responsabilizado pelas perdas?




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